Naked As We Came faz parte dos melodramas que acreditam que o ser humano só é profundo e interessante quando sofre. Esta história traz câncer, morte, maus tratos na infância, paternidade negada, problemas entre irmãos, divórcio, frustração no trabalho, talentos artísticos reprimidos, segredos, mentiras e todos os tipos de rancores. O roteiro coloca quatro personagens sofridos dentro da mesma casa e observa o inevitável confronto entre eles.
O ritmo intenso e condensado de Naked As We Came mostra a intenção do diretor Richard LeMay em fazer não apenas uma trama comum, e sim uma grande história ampla, universal, com direito a todos os valores familiares cristãos. Se não fosse pela aceitação bastante natural da homossexualidade – é a própria mãe, veja só, que empurra o filho para a cama de Ted – este filme passaria por uma fábula religiosa de amor ao próximo.
Saindo da exibição de Naked As We Came no Rio Festival Gay de Cinema 2013, a maioria dos espectadores parecia comovida e satisfeita com a sessão. Alguns comentários ouvidos fora da sala indicam que este drama conseguiu representar um escapismo eficaz, uma boa recompensa emocional. “Chorei muito. Gosto de filmes assim”, disse um espectador. Com um teor operístico envolvido em embalagem popular, acessível e gay, o filme oferece, para quem quiser, um curso intensivo de valores morais.http://www.adorocinema.com/filmes/filme-221670/criticas-adorocinema/
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