Lançado em 2011, Os Smurfs fez sucesso ao mesclar piadas infantis com um lado mais adulto, apostando na nostalgia dos velhos fãs dos desenhos animados dos anos 1980 e até mesmo brincando com certas incoerências dentro da lógica dos pequenos seres azuis. O resultado, se não era brilhante, permitia que crianças e adultos assistissem o longa-metragem sem reclamações de lado a lado. Não é o que acontece com Os Smurfs 2.
Diante da perda de frescor envolvendo os personagens, a opção do diretor Raja Gosnell foi agarrar, com unhas e dentes, o público infantil. Para tanto a história investe pesado em tombos, arrotos, peidos e todo tipo de humor físico que provoca na criança o riso fácil. Funciona? Sim, até funciona para os menores. Mas deixa uma ponta de decepção justamente pelo equilíbrio que o primeiro filme conseguiu sem perder a atenção do público infantil. Há emOs Smurfs 2 uma infantilização extrema no sentido de apostar em piadas fáceis, envolvendo trapalhadas diversas e diálogos com piadinhas embutidas, que somado à repetição do roteiro como um todo dá a esta continuação um ar de mais do mesmo.
De resto, o filme tem como destaque as breves, mas sempre engraçadas, participações do gato Cruel e também algumas falas do Smurf Vaidoso, pra lá de egocêntrico e sempre vidrado num espelho. Apesar de ser inferior ao filme original, ainda assim consegue prender a atenção das crianças durante seus 105 minutos. Aos adultos restam as brincadeiras com a própria cidade de Paris, retratada em seus mais diversos recantos, e a citação explícita a Audrey Hepburn e Bonequinha de Luxo. É pouco, mas ao menos o desfecho deixa a esperança de que uma nova sequência – alguém duvida dela? – possa enfim trazer algo original e mais divertido. Aos interessados, fica o aviso de que há uma cena pós-créditos – bem bobinha – e que o 3D, desta vez, nada acrescenta ao filme.
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